22.7.05

Ribeira negra letras de oiro

"Screvo meu livro à beira-mágoa..."

(Fernando Pessoa)



A Ribeira mudou, e eu tenho mudado também. Forma e conteúdo. Estou longe do que já fui, e por isso muito do que escrevo não é senão memória de terras que atravessei. Adiante haverá mais coisas.

Quando comecei, estar triste entristecia-me, ter medo assustava, andar sozinho era uma coisa solitária. Agora sei que nunca serei o riso claro, nunca serei a companhia. Mas já pude fazer negra a ribeira negra sem que isso fosse máscara de esconder. Já pude escrever o negro em letras de oiro.

Sim, "atravessei oceanos de tempo para me encontrar".

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Que linda a imagem Gold!!

Que linda a Ribeira que corre e que vai moldando novos leitos!

25/7/05 12:45  

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