Outro post
Depois de anos e anos a não ter tudo o que tive, aprendo agora a ter a única coisa o que nunca terei. ("Estás mais tranquilo", disseram-me hoje)
Não tenho senão a ideia que faço de mim mesmo para me suster nos oceanos do nada
Henri de Montherlant
16 Comments:
Hugh Macleod on Who Owns The Commons
Posted by Stowe Boyd Hugh Macleod sent this along as a comment, referring to the recent post, Nicholas Carr and Om Malik on Who Owns The Commons : Reminds me of the most bizarre moment of Les Blogs in April... ...
Find out how to buy and sell anything, like things related to traffic and road construction on interest free credit and pay back whenever you want! Exchange FREE ads on any topic, like traffic and road construction!
Que bom estares tranquilo!
"Estás mais apática" disseram-me há uns dias. E eu que também gostava de estar tranquila... :p
Fiquei triste todos os dias que tentei ver-te e não consegui, cheguei a pensar que te tinha acontecido alguma coisa, questionei-me sobre isso, se um dia já não voltares, jurei nunca mais cá voltar, no entanto não passou um dia...
Fico contente por voltares, dia 10 é o meu aniversário, vou andar por aqui.
Caro Goldmundo.
Sei lá se da chuva e da gripe talvez felizmente passando, ou da tua ausência, ou de conversas díspares e dispersas aqui e ali, ou do mundo e da minha confusão nele, sei lá e sei lá, este post estimula-me um comentário cristológico-dogmático nada multicultural nem inter-religioso, e até talvez um pouco abusivo, visto até que o próprio post teu nem sequer tem alusão ou remissão directas para o assunto, mas paciência e pronto lá vai, nada que decorre alguma vez temos assegurado, tudo escapa e flui na temporalidade que apenas se fixa em nós como “já lá vai”, e a própria ingenuidade estóica de determos e nos serem próprias as aquisições da mente, se esvai perante um pequeno quisto no cérebro ou um desarranjo nevrálgico ou até simplesmente meia-garrafa de gin, e por outro lado da delirante noção de Deus nada podemos saber ou deter ou intuir ou sequer realmente suspeitar com o mínimo de positividade, de conteúdo dizível ou visível, sendo Ele tudo e absolutamente tudo o que nós não somos nem sabemos e qualquer analogia embora esclarecedora traz mais luz ao que nós próprios somos na relação tresvariada com o totalmente Outro, e então sendo assim, estamos feitos ao bife e impossibilitados de virar o bico ao prego, a não ser… a não ser que a impossibilidade duma síntese entre Deus e a nossa natureza ocorra, e permita o contacto paradoxal do plano humano e divino, temporal e intemporal e etc etc etc, que se auto-excluem radicalmente.
Irra! Vem, Jesus, vem! Tu, que encontramos nesse vazio entre nós e o mundo, Tu que nos dizes que não ter e não ter-se é a porta que redime todas as ausências e redomas de vazio, Tu que és amor e tudo deténs mas nada queres para Ti, vem! Na quieta inquietude do vazio que até o desespero já dissolveu, no meu auto-desejante ego que ao fechar-se morde apenas a sua própria e imprópria vida que desfalece, na infância perdida que deflagra numa velhice ainda não tida… só Tu podes deflagrar!
E arre, desculpa lá o abuso, até porque porventura estará um pouco pesado ou deprimente este comentário, mas pronto, foi para o que me deu, e de qualquer modo são só palavras, e no fundo e na superfície, o que “conta” é… um grande abraço!
Ena bem... Estive a reler o meu comentário e... porra... não é que eu não pensinta... mas assim foi talvez... o melhor se calhar é tomar outro "benuron"... outro abraço...
Sê bem retornado.
Viva o Goldmundo que despertou do seu sono, não sei se dogmático...!
mas enfim, bem profundo, parece que foi.
Porque, de vez em quando, precisamos de atravessar o deserto do Nada para reencontrarmos o Tudo.
Voltou com a chuva de Outono e a Ribeira de novo irá correndo com serena fluidez!
Vítor Mácula,
Porra!! Tenha dó de mim.
Ter que o ler a uma 2ª-Feira de manhã, quando ainda não me sustenho em mim, não sei bem quem sou, nem p'ra onde vou, eh,eh,eh, é dose demasiado forte para as minhas parcas ideias, nebulosas e emaranhadas...
tranquilos são os americanos pela voz de Graham Greene e os cemitérios de Conalma pela pena de Rulfo. Sê intranquilo.
Eu julgo que nunca a Ribeira tinha dado, nem voltará a dar, lugar a um texto como este do Vítor. Passam aqui muitas vezes as palavras sombrias da noite, as palavras verdes da alegria pequena. Mas isto é o vermelho puro.
De resto, estava com saudades vossas. De todos.
Caro Goldmundo.
Como é?... As "zonas de risco" vão passar a ser "censuradas"?...
Refiro-me à "previsão" do "nunca voltará a dar"...
'braços.
Caro Vítor, nunca haverá aqui censura :) Não, acho é que o que escreveste é único. Outras coisas diferentes haverá, mas diferentes.
E agora lembraste-me o Camilo a falar do Porto: "cidade que deu um santo no século X, São Rosendo, e desde então não deu outro - nem promete" :)
Ah, lá isso... Foi mesmo um desvario, e estes raramente se repetem idênticos.
Enfim...
Abraços.
Ah, cara, cara Help.
Escapara-se-me a sua interpelação.
Bem, tudo isso talvez seja porque as minhas ideias e disposições são... parcas, nebulosas, emaranhadas. Cada qual gagueja como pode. Mas penso que percebo muito bem o que quer dizer.
Enfim... (Muito gosto eu desta palavra...)
Dó, ré, mi, fa, sol, la, si, e um grande abraço.
Eu encontrei seu blog através do Google, e devo dizer que este está entre os melhores artigos bem escritos que tenho visto em muito tempo.
Enviar um comentário
<< Home