14.12.05

Maravilha



Cada vez que leio um livro, o mundo que ainda não sei faz-se em mim um pouco maior. Cada vez que vejo uma coisa, coisas outras do longe assomam. Terra prometida dos homens, mistério: cada passo que dou faz-se caminho por ver.

Viver é dançar a dança divina. São tão estranhos os Caminhos. Maravilha.

5 Comments:

Blogger Goldmundo said...

Esqueci-me de dizer que está aqui uma pintura de Carl-Gustav Carus. Outro dos grandes pintores do romantismo alemão, amigo do meu Caspar David Friedrich. O homem visto de costas, sempre.

18/12/05 15:43  
Anonymous Anónimo said...

...e o que andas a ler?...(curiosidade)

19/12/05 08:38  
Blogger Ardath Lilith said...

“Cada vez que leio um livro, o mundo que ainda não sei faz-se em mim um pouco maior.” - Goldmundo

Entendo-te bastante bem, mas são raras as pessoas que sentem isso. Quanto mais andamos, mais sentimos vontade de andar, na certeza que ainda há um universo inteiro de coisas para serem descobertas. Confesso que é das poucas sensações, que me dá algum conforto. A vontade de aprender mais, sempre mais, dá-nos a vontade de viver realmente, longe da obrigatoriedade social da sobrevivência banal.

“Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada –
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...” – Álvaro de Campos.

Gosto bastante do teu blog, e ao contrário do que dizes, não perdeste o “jeito” muito pelo contrário.

Um abraço sincero,

Ardath Lilith

20/12/05 01:10  
Blogger Goldmundo said...

Sophia, nem ando a ler literatura... :( os romances amontoam-se. Acho que o que disse veio de umas páginas de... hum, metafísica? depois eu conto ;)

E tinha-me esquecido desse Campos, Ardath. Obrigado. E daí, é mais que esquecer: irrita-me no Pessoa (mais o Bernardo Soares) ler exactamente o que um dia hei-de querer dizer, sem conseguir.

"Amo perfeitamente a imperfeição..." :)

20/12/05 04:28  
Anonymous Anónimo said...

gosto também quando os livros se tornam histórias de contar em nós!

"depois eu conto..." - fico à espera de te ouvir contar...

20/12/05 09:37  

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